sexta-feira, 6 de maio de 2011

A morte de Osama....

Pessoal, antes de mais nada queria dizer que gostei muito das aulas e discussões que surgiram hoje! Não sei vocês, mas acho isso muuuito válido e riquíssimo! O verdadeiro sentido da educação! Bom, como o tema surgiu e ambém foi foco de uma discussão "acalorada", proponho que continuemos a conversa sobre "A Morte de Osama Bin Laden" aqui.... Espero que a Aline ainda tenha a questão dela!

Como eu disse a discussão virtual é bacana pois permite que a gente es "escute" melhor nas considerações!

Deixo uma parte de um pequeno texto que escrevi como base pra gente conversar! Espero que renda! =)

 
Qual a verdadeira comemoração?

Jovens americanos e pessoas do mundo inteiro comemoram à exaustão a morte de Osama Bin Laden. Figura mítica, influenciou toda uma geração. Geração do medo, do cuidado e da espreita principalmente na Europa e na América do Norte. Foi o grande estímulo para a Guerra do Iraque e, por outro lado, para o desenvolvimento de tecnologia de ponta principalmente na indústria bélica. Indutor de uma nova guerra fria, foi o grande vilão da última década. Longe da grande exaustão com que a mídia trata o assunto e tentando de forma extenuante reverter a lógica que movimenta este acontecimento, cabe perguntar, qual a verdadeira comemoração? Como explicar e entender a comemoração da morte de um ser humano, mesmo sendo ele Osama Bin Laden, o suposto inimigo número 1? As imagens são no mínimo impactantes. Gritos desvairados, as fotos do terrorista sendo seguradas por mãos quase infantis e logo queimadas em outro ato terrorista. Jovens convulsionando e banhando-se em um lago de uma universidade em um ritual quase dionísico, comemorando a morte, outros enrolados em bandeiras norte-americanas como se agora, ali, sentissem-se seguros e acalentados. O frágil nacionalismo ganha um respiro frente ao seu quase esmaecimento com está redentora vitória. Toda uma geração terá agora motivos para ter orgulho de ser norte-americana, uma identidade valorizada. É possível ver uma sensação nos olhares e sorrisos das fotos da comemoração: orgulho, alívio. Mesmo que estas sensações baseiem-se na morte. Um assassinato que paga milhares. Veiculação assassínica na grande mídia, com história e passo a passo da operação que pôs fim à vida do verme humano. Como pensar este fato? Como tudo veiculado pela grande mídia, caso não se tente desacelerar a velocidade da sobreposição, corre-se o risco de tornar-se vítima de outro atentado terrorista muito mais perigoso que vem sendo propagado silenciosamente há tempos, a indiferença. Recoloco a questão, que motivos existem para comemorar a morte de Osama Bin Laden? Vingança? Recuperação de uma suposta honra? Ou casual movimento de fluxo? Será que as pessoas sabem o que realmente estão comemorando? Não existe por detrás desta caçada e alegria toda a perversidade circulando dentro da mesma lógica terrorista? Não existe o ódio pela diferença e a vontade de assumir-se superior a qualquer preço de uma forma legitimizada? O que nós, aqui, comemoramos? Quem matou Osama Bin Laden e quem é o inimigo número 1? Ele realmente existe? Onde está ele e onde está o terror? Não está dentro de cada um e destas atitudes acaloradas que são perpetradas por uma constante reprodução acelerada?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Brasileiros usam cogumelo contra a leishmaniose

Pesoal da terceira fase, olha que legal!

Esta notícia envolve dois temas que estamos vendo AGORINHA! Os protozoários e os fungos!

Por que os protozoários? Sabem me dizer??




O cogumelo-do-sol (Agaricus brasiliensis), velho conhecido da medicina fitoterápica, é mais do que um simples complemento alimentar. Ele também combate a leishmaniose, doença que pode deixar sequelas graves e levar à morte.

Um grupo de pesquisadores de Minas Gerais propõe um novo tratamento com substâncias derivadas do fungo, que teria uma grande vantagem em relação ao método atual: a ausência de efeitos colaterais.

Normalmente, combate-se a leishmaniose com os chamados antimoniais pentavalentes, que são muito agressivos ao organismo e podem provocar efeitos adversos, especialmente no coração, nos rins e no fígado.

A terapia à base do cogumelo tem ainda outro ponto positivo. Ela é por via oral e, por isso, menos dolorosa do que as inevitáveis injeções usadas atualmente.

O método, cuja patente já foi requerida, usa somente o fungo para produzir o medicamento. Os pesquisadores fazem um extrato com o cogumelo, de onde tiram apenas as substâncias que combatem a enfermidade.

"É necessário passar por um processo químico. Não é só tomar o chá, por exemplo. Para esse tipo de uso, nós não temos provas", disse à Folha Eduardo Ferraz Coelho, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e um dos responsáveis pela pesquisa.

A técnica foi testada com sucesso em camundongos.


RISCO DUPLO

Causada por microrganismos do gênero Leishmania, a doença ocorre em duas formas principais: a cutânea, que provoca erupções severas na pele (comumente deixando cicatrizes) e a visceral.

"Na leishmaniose visceral, o parasita se infiltra e se multiplica em vários órgãos, podendo levá-los à falência", explica Coelho.

Os sintomas incluem febre, perda de peso e inchaço do fígado e baço, órgãos ricos em macrófagos, células de defesa que são as principais "vítimas" da Leishmania.

A doença é transmitida por mosquitos que medem poucos milímetros. Além dos humanos, o parasita contamina também outros mamíferos, como cães, cavalos e roedores. São eles os principais reservatórios da doença.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde de MG indicam que em 2010 a leishmaniose visceral matou mais do que a dengue em Minas.

Na última década, o número de casos quase dobrou no Brasil. Passou de 1.944 em 1990 para 3.693 em 2009. Norte e do Nordeste concentram a maior parte do risco, mas tem havido um avanço significativo da doença também na região Sudeste.

Por enquanto, não há previsão para testes em humanos ou comercialização do novo medicamento.

"Esse fungo já é liberado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] como complemento alimentar. Por isso, creio que será mais fácil ter autorização para outros usos", diz Coelho.

Além da UFMG, também há empresas privadas no projeto. O objetivo é atrair novos investidores para garantir sua continuidade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Terceira fase: Sobre a discussão na aula

Pessoal, sobre a discussão que tivemos em aula a partir de uma pergunta do Adriano, lembram?

Sobre os animais pensarem ou não. Hoje li uma frase na minha agenda e lembrei...

A frase é do José Saramago:

"O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança."

Mais palha pra discussão. Vamos trazer ela pro virtual? E então, o que será que nos diferencia dos animais e será que realmente podemos pensar que eles não pensam? Por que será que o Saramago colocou esta possibilidade?

Está aberta a sessão! =)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lançamento do bioutras-ilógicas

Pessoal,

ë com imenso prazer que eu convido a todos vocês para o lançamento do novo espaço do Bio-ilógicos e, por extensão de todos vocês, oooo:


Ahá! Como assim?

É neste prolongamento do bio-ilógicos que eu vou colocar todo o material que peço pra vocês e que é legal de postar aqui. Por isso peço pra você me enviarem os textos que produzem, imagens, idéias, contos, poesias, etc, etc, etc! É um espaço feito por vocês para vocês e para todos e paraguaio (lembram? =P)

Então vamos lá ativar! É para vocês se verem, lerem e pensarem juntos!

Bom fim de semana cambada!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vamos nos ligar?

Pessoal, pensei em compartilhar esta questão com vocês pois são coisas que estão acontecendo e dizem respeito a todos nós e muitas vezes sequer tocamos nelas!


A de hoje é em relação ao novo código florestal! Vocês estão por dentro desta discussão?

Muito complexa gente....


Para isso deixo três links de vídeos com posicionamentos diferentes.


- O primeiro é de forma geral sobre a nova proposta de lei (Do Bom Dia Brasil - Globo): http://www.youtube.com/watch?v=VUlgBEx_Gug


- O segundo é dos ambientalistas, questionando o novo código e argumentando contra ele: http://www.youtube.com/watch?v=TwSt8hnPBOg&feature=related


- O terceiro é dos ruralistas (representados pela senadora do DEM - Kátia Abreu), defendendo o novo código e argumentando a favor: http://www.youtube.com/watch?v=wnT0m45BaEE



Para quem quiser se aprofundar, tem duas notícias em texto nestes outros dois links:







Quem está certo e porque? Gostaria de saber a opinião de vocês....


Vamos tentar nos aprofundar um pouquinho nisso na discussão virtual?


Está aberto o fórum!!! =)


Perguntem, questionem, se posicionem e ação!!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Custo para mapear espécies!

Pessoal, outra notícia relativa às nossas discussões! Como falei, tudo envolve muito dinheiro...


Custo para mapear espécies desconhecidas é de R$ 430 bilhões
REINALDO JOSÉ LOPES, EDITOR DE CIÊNCIA


Descobrir e descrever formalmente todas as espécies de animais ainda desconhecidas custaria um pouco mais do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal: cerca de R$ 430 bilhões.

A conta, feita por uma dupla de biólogos da USP, está repleta de incertezas (a começar, claro, pelo fato de que ninguém sabe, afinal, quantas espécies ignotas ainda existem por aí). Mas é um dos primeiros cálculos detalhados a abordar o custo do desconhecimento humano sobre a biodiversidade (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL)

"Claro que é uma estimativa. Queremos estimular a discussão, não tanto sobre o dinheiro, mas sim sobre a importância da taxonomia [área responsável por descrever espécies e estudar as relações entre elas]", diz Antonio Carlos Marques, do Departamento de Zoologia da USP.

Marques assina, junto com Fernando Carbayo, o artigo que descreve a conta na revista científica "Trends in Ecology and Evolution". Eles são especialistas na diversidade de espécies de cnidários (grupo das águas-vivas) e planárias (vermes achatados), respectivamente.



MILHÕES

A dupla partiu das estimativas mais recentes sobre o total de espécies de bichos planeta afora, que propõem algo como 2 milhões de criaturas já batizadas com nome científico e 5 milhões de animais desconhecidos.

"Existem vários jeitos de fazer essa estimativa", diz Marques. Um deles envolve isolar uma única árvore amazônica e fumigá-la com inseticida até que todos os bichos que a habitam desabem.

O especialista faz a contagem de corpos e vê quantos pertencem a espécies conhecidas. Quando se multiplica o que sobra pelo número de espécies de árvores, chega-se ao possível número total de animais desconhecidos.

"Outro caminho é olhar como avança a curva das descrições de espécies ao longo do tempo", explica Marques. "A curva é bastante heterogênea, mas a gente consegue usar ferramentas estatísticas para mostrar que a curva ainda está subindo, ou seja, o ritmo de descrições ainda está aumentando."

O passo final da conta foi estimar os custos a partir do que um taxonomista brasileiro típico gasta ao longo da carreira. Em média, esses biólogos descrevem 25 espécies durante sua vida científica, com orçamento per capita de R$ 165 mil por ano. A média nacional é representativa porque o Brasil é um dos países mais ativos na pesquisa taxonômica atual.

terça-feira, 1 de março de 2011

Meteorito reforça tese sobre vida na Terra ter vindo do espaço

Pessoal, estávamos comentando hoje na aula! As teorias vem e vão e as certezas se dissipam na poeira cósmica...
Um meteorito encontrado na Antártida fortalece o argumento de que a vida na Terra pode ter vindo do espaço, dizem cientistas.
DA BBC BRASIL


Análises químicas do meteorito mostram que o material é rico em hidrocarbonetos e amônia, um componente químico formado por nitrogênio e hidrogênio, encontrado em proteínas e no DNA que forma a base da vida tal e qual conhecemos.

Os pesquisadores acreditam que esses elementos podem ter chegado à Terra por meio de meteoritos que caíram no planeta no passado, povoando o lugar com os ingredientes que faltavam para a criação da vida.

As conclusões se baseiam em uma análise de pouco menos de quatro gramas de pó extraído do meteorito Grave Nunataks 95229, batizado em referência ao local onde foi descoberto na Antártida em 1995.

Detalhes do estudo conduzido por uma equipe das universidades do Estado do Arizona e da Califórnia, ambas nos EUA, foram publicados na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

"O estudo mostra que há asteróides no espaço que, ao se fragmentarem em meteoritos, podem ter caído sobre a Terra com uma mistura de componentes com propriedades atrativas, incluindo uma grande quantidade de amônia", disse a coordenadora da pesquisa, Sandra Pizzarello, da Universidade do Arizona.

Segundo ela, meteoritos podem ter fornecido à Terra uma quantidade suficiente de nitrogênio para fazer emergir a vida em seu estado primitivo.

CRIAÇÃO DA VIDA

Estudos realizados com o meteorito Murchison, que atingiu a Austrália em 1969, mostram que aquela rocha também é rica em componentes orgânicos.

Mas Pizzarello diz que o meteorito Murchison é "complexo demais" e contém moléculas de hidrocarbonetos mais propensas a serem encontradas em um período mais tardio da história da vida.

A teoria de que as "sementes" da vida na Terra foram trazidas por cometas ou asteróides resulta, em parte, da tese de que nosso planeta, em seu período formativo, não continha o estoque necessário de moléculas simples para ativar os processos que deram início à vida primitiva.

Esses processos poderiam ter ocorrido no chamado "cinturão de asteróides" entre Marte e Júpiter, longe do calor e da pressão de planetas em formação.

Colisões entre os asteróides dentro deste cinturão teriam produzido os meteoros que viajaram pelo nosso sistema solar e, ocasionalmente, terminaram carregando seu material para a Terra.

A especialista em meteoros Caroline Smith, do Museu de História Natural de Londres, concorda que um importante elemento no novo estudo é a detecção de nitrogênio. Mas ela questiona se a quantidade encontrada no meteorito da Antártida se repete em outras ocasiões.

"Um dos problemas em relação à biologia primitiva na Terra tem a ver com a necessidade de nitrogênio em abundância para deslanchar todos esses processos pré-biológicos", ela explica.

"O nitrogênio está presente na amônia. Mas há uma série de evidências que apontam que a amônia não existia em abundância no início da Terra. Então de onde veio?", questiona.

O fator específico que levou ao nascimento da vida na Terra permanece um mistério. Uma das hipóteses aventadas pela professora Pizzarello é que materiais provenientes de meteoritos tenham interagido com ambientes como vulcões e piscinas formadas pelas marés oceânicas.

Mas ela ressalvou que todas as hipóteses ainda estão no campo da especulação. "Encontramos esses materiais extraterrestres em meteoritos que contêm o que precisamos (para chegar a uma explicação) mas, quando chegamos em questões como 'como e 'por que', ninguém sabe", afirma.

"O único que podemos dizer é que sim, parece que ambientes extraterrestres podem ter trazido o material."